#4 DE MIRANDA DO DOURO A MONTESINHO


Estamos no extremo noroeste de Portugal, um interior pobre e por vezes árido. Paisagem de planalto com amendoeiras, oliveiras e sobreiros, algum gado principalmente caprino. As temperaturas aqui podem queimar no verão e gelar no inverno, esteja atento porque neve ou muito calor podem estragar um bom passeio! Saímos de Miranda e apontamos à albufeira do Azibo, onde no verão é um destino de centenas de banhistas, já que as suas praias estão muito bem infraestruturadas e a temperatura da água é muito agradável. Depois passamos em Bragança, capital do Noroeste, cidade muito agradável. Daí seguiremos pelo Parque Natural de Montesinho, dando uma espreitadela a Puebla, visitando o seu castelo e lago.

 
castelo de Algoso




Programei este roteiro para almoçar no famoso restaurante “Maria Rita” em Jerusalém do Romeu, fazendo uma paragem antes, para um aperitivo, na Praia do Azibo. Depois de almoço o objetivo será Montesinho onde dormirei por lá em pleno parque natural.

Percurso nostálgico, muito calmo, pela agradável N218 em direção a Vimioso. Vale a pena aqui o pequeno desvio até ao castelo de Algoso, onde pode apreciar uma excelente vista. Dependendo do seu tempo, pode fazer várias incursões por off-road, apreciando a paisagem por vezes agrestes do rio Sabor ou rio Maças. Depois a surpreendente e bem tratada praia do Azibo.

Na cidade de Bragança a não perder uma visita ao seu Castelo, Museu militar e Cidadela. Com tempo visite também o Museu Abade de Baçal e a parte antiga da cidade junto ao rio.

e fazer uma visita ao seu centro histórico e Sé Catedral.

Na Estrada

Saio de Pena Branca - depois de um bom pequeno-almoço e um mergulho na piscina do turismo rural onde pernoitei - e corto através de Palancar para apanhar a N218 em direção a Vimioso. Pouco depois resolvo ir por terra para cortar pelo monte a travessia do rio Maças, apanhando a N218 um pouco mais à frente, em Carção. Aqui opto pela N317 em direção a Santulhão e Izeda, apanhando a autoestrada A4 (direção Porto) em Quintela de Lampaças, saído dela logo na próxima saída para a praia do Azibo.

Depois de um demorado aperitivo na esplanada, disfrutando do Sol, sigo para Macedo de Cavaleiros e logo depois Jerusalém do Romeu. Subo pelo estradão da quinta e num largo, estaciono em frente à tão famosa “Maria Rita”, onde vou, com todo o tempo do mundo, almoçar.
Apetecia ficar por aqui a fazer a digestão, mas opto por dar uma pequena volta a pé, ir à “loja” e depois fazer-me ao caminho. Não vou andar muito já que reservei para jantar e dormir na pousada rural “Lagosta Perdida” em plena aldeia de Montesinho. Pelo caminho, evitando sempre a autoestrada paro em Bragança onde ainda tenho tempo para tomar um café e apreciar esta espantosa cidade. Chego ao fim do dia à “Lagosta Perdida”, um achado! Aqui, neste fim do mundo, onde no inverno não há acesso, tal é a quantidade de neve, um Holandês, ex-pescador de lagostas no mar da Escócia, resolveu um dia vir de autocaravana para estes lados, ficando a gostar tanto, que comprou umas ruínas e reconstruiu-as adaptando-as numa maravilhosa pousada rural. O jantar feito pelo próprio, servido às 20h com prato sem escolha, também não estava nada mau. Na manhã seguinte, mergulho habitual na piscina (piscina é sempre um fator que tenho em conta quando reservo onde dormir), e depois seguir viagem até à maravilhosa Puebla de Sanabria, terra onde também tenho origens familiares.
pousada Lagosta Perdida em Montesinho

Depois de sair da pousada e tomar um cafezinho no tasco em frente, faça o percurso que fez para chegar aqui até apanhar a N107 que se transforma depois da “fronteira” na ZA925. São uns 30 kms por uma estrada de montanha, sinuosa e bem alcatroada.

Em Puebla de Sanabria entre pelo seu centro histórico, estacione e a pé faça uma visita ao bem reconstruído castelo dos Pimentel. Aqui em Puebla tem alternativas para dormir (em vez de Montesinho, que tem pouca oferta); escolha o Parador, o La Hoja (onde também pode comer) ou outros. No caso de optar por dormir aqui, tem a ganhar uma escolha enorme de restaurantes, onde pode “tapear” e/ou “cenar” com boa qualidade e variedade. Não esqueça que aqui é mais uma hora!
lago de Sanábria

Depois de apreciar esta bonita vila, apanhe a ZA104 até ao lago e lá chegado, derive pela ZA103. Aprecie esta colossal paisagem (foto). Caso faça este percurso ao final da manhã e como sugestão, aconselho a levar farnel, já que é um local inspirador para um pic-nic. Contudo há restaurantes e campings junto ao lago.

Depois é regressar a Puebla e seguir agora por outra estrada até Portugal, pela ZA921- ZA-V-2639 e depois N308, também estas muito bonitas. Pare um pouco e aprecie Rio de Onor na fronteira.



Por último aconselho seguir por estradas secundárias (N308) através do Parque Natural de Montesinho, passando por Baçal, Rabal, Meixedo, Parâmio e outras diversas aldeolas por aqui perdidas, chegando depois a Vinhais, onde dou por terminado este roteiro. Ao jantar aqui, (por exemplo no Delfim) escolha uma boa carne e opte por um tinto da região de preferência de casta Sirah. (foto) Depois fique a noite no Parque Biológico de Vinhais, previamente reservado.

Disfruta:
que pomada !


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